Privilégio longe do fim

Os negros passaram a ser a maioria dos estudantes na universidade pública, segundo dados divulgados pelo IBGE em novembro. São, exatamente, 50,3% dos universitários na rede pública. Por mais que seja algo inédito, ainda é menos do que a presença de negros na população brasileira, 56%. Além disso, a desigualdade persiste em cursos universitários mais concorridos, na rede privada e em outros níveis de ensino. Na classificação do IBGE, o grupo negro inclui os que se autodeclaram pretos ou pardos. Negros também têm menos empregos com carteira assinada e ganham menos. O =igualdades desta semana mostra um retrato ainda muito desigual da educação e do mercado de trabalho entre negros e brancos no Brasil.

Se dividirmos a sociedade brasileira em 10 grupos de renda, os negros representam 3 de cada 4 pessoas no grupo mais pobre. Na outra ponta, no grupo dos mais ricos, os negros são 1

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