Carrões na pista, assassinos ao volante

Do meu posto de observação na calçada de um boteco, numa das esquinas mais movimentadas da cidade, nem acredito no que vejo.

Ali, no cruzamento da Bela Cintra com a Lorena, no coração dos nobres Jardins, só por milagre não morre mais gente.

As quatro faixas de pedestres são adereços decorativos que não servem para nada.

Os carrões, que sobem a Bela Cintra no embalo, passam a 100 por hora, mesmo sabendo que, logo adiante, tem outro farol.

Cantam pneus, buzinam, xingam os pedestres, e seguem em frente, impávidos e gloriosos, ao volante das suas SUVs e off-roads, os carrões da moda.

Certos da impunidade, pensam que estão nas estradas das suas fazendas onde eles são a lei.

Nesta região da cidade, moram muitos idosos, circulam carrinhos de bebê e madames com seus pets, que devem ter um anjo da guarda muito forte.

O barulho das brecadas não assusta mais

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