Os donos do Supremo

O Supremo Tribunal Federal decidiu que a Constituição vale. Esta é uma síntese possível do julgamento sobre a prisão após condenação em segunda instância, que mobilizou o debate público nos últimos anos.

Em 2016, o plenário do Supremo Tribunal Federal alterou sua posição para permitir a chamada execução provisória da pena sob a justificativa de que seria importante ter mecanismos jurídicos mais eficientes para enfrentar réus ricos e poderosos. À época, ainda sob o efeito das condenações do mensalão e no auge da Operação Lava Jato, o tribunal parecia deslumbrado com o apoio popular que recebia. O grande motor dessa guinada interpretativa foi a percepção de que réus ricos e poderosos ficam impunes porque têm recursos para recorrer de decisões – e isso seria ruim para a imagem do tribunal.

Naquele momento, dividido em 6 votos contra 5, o tribunal interpretou a Constituição para considerar que a formação precária

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