Ao defender férias de 60 dias, Aras retrata elite egoísta e predatória

Ao defender a manutenção das férias de 60 dias para integrantes do Ministério Público, o procurador-geral da República, Augusto Aras, encampa o pior tipo de discurso corporativista. Defende um privilégio que sangra os cofres públicos e demonstra egoísmo orçamentário num país em que falta dinheiro para investir em infraestrutura e programas sociais.

Para piorar, fez tal defesa ameaçando o Congresso. Para quem tem o poder de pedir investigações e fazer denúncias contra parlamentares, ele usa de forma abusiva as prerrogativas do cargo para defender uma pauta corporativista.

Aras deveria se manter afastado desse tipo de assunto, mas, a exemplo da maioria dos procuradores da República e dos magistrados, é um privilegiado sem vergonha de defender privilégios. A fala do procurador-geral da República é o retrato de uma elite egoísta e predatória, mais preocupada com seus supersalários e privilégios de casta do serviço público.

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