“Vamos abraçar o Bar do Alemão”: o templo do samba não pode fechar

Não é comum isso, mas o título desta coluna foi dado pelo próprio entrevistado, o compositor Eduardo Gudin, dono do cinquentenário Bar do Alemão da avenida Antártica 544, o último velho templo do samba na noite paulistana, com música ao vivo todos os dias.

Ao final da nossa conversa de quase duas horas sobre a história e o destino deste reduto de grandes artistas da MPB, Gudin estava bastante emocionado diante da repercussão da notícia dada por Monica Bergamo, na quinta-feira, dia 10, sobre o iminente óbito do estabelecimento.

No sábado seguinte, a freguesia fiel lotou o bar para fazer uma “assembléia”, convocada pelo jornalista Luis Nassif, também mestre do bandolim na roda de chorinho.

Mas esse amor antigo, onde a nossa melhor música entrava pelas madrugadas, já tem dia marcado para acabar: o próximo dia 14 de novembro.

Gudin tomou esta decisão não pela queda de movimento, que assola

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