‘Eu não me via na TV’: como o pensamento feminista negro me ajudou a entender quem eu sou

Era uma vez uma garota preta na década de 1990 que vivia no Rio Grande do Sul, um estado majoritariamente branco. Em 2000, a proporção de negros no RS era de 6,6%, segundo o IBGE. Foi nessa região que uma garota negra, de família negra, estudante de uma escola particular em que a ampla maioria das crianças era branca, precisou compreender o significado de sua negritude, para si mesma e para os outros que a rodeavam.

Essa garota não se via na televisão. Quando brincava de ser uma paquita, colocava camisetas na cabeça, porque seu cabelo não era loiro, liso e escorrido como o das mulheres que apareciam nos programas de televisão. As meninas loiras podiam ser a Xuxa e as paquitas, a Angélica ou a Eliana, e as morenas podiam ser a Mara Maravilha. Já as meninas negras eram excluídas das brincadeiras, porque não eram nem de longe parecidas

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