Frans Krajcberg – dignidade e revolta

No tempo das vilanias emanadas dos palácios da Alvorada e do Planalto, um bálsamo chegará amanhã, 10 de outubro, às telas do Rio de Janeiro, São Paulo e outras cinco capitais, incluindo Brasília – o documentário Frans Krajcberg: Manifesto, de Regina Jehá. Neste momento, não poderia haver nada melhor do que evocar Krajcberg (1921-2017), artista de primeira grandeza e homem de dignidade irretocável.

Brasileiro naturalizado, nascido na Polônia, Krajcberg foi um exemplo do que este seu país de adoção tem de melhor a oferecer – integridade pessoal e obra de grande beleza feita com vestígios da destruição ambiental. Obra de impacto que contém em si mesma a prova material dos crimes que fizeram de seu autor um homem revoltado.

Em Frans Krajcberg: Manifesto, Jehá retoma na íntegra o depoimento de Krajcberg já incluído parcialmente no documentário de curta-metragem Socorro Nobre (1995), de Walter Salles:

“Eu sou homem muito revoltado. Aliás,

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