A “profetiza” Greta, a afetação de boas intenções e o monopólio da virtude

Por Rodrigo Constantino | Gazeta do Povo

A presença da menina sueca Greta Thunberg na ONU para “falar” sobre o clima, numa performance emocionante para alguns, constrangedora para outros, foi como um furacão: impossível de ignorar. Dividiu o mundo entre os que ficaram derretidos por tanto “altruísmo”, e os que ficaram revoltados pelo uso exploratório de uma garota de 16, visivelmente problemática, para uma causa política.

Afetar boas intenções e sinalizar virtudes é a coisa mais fácil do mundo na era das redes sociais. Basta repetir certos clichês, curtir alguns slogans, e jogar para a plateia, sentindo-se a alma mais bondosa que já pisou no planeta. Não precisa fazer nada de fato. Não precisa regar uma samambaia, plantar uma árvore: basta compartilhar o vídeo da menina sueca e pronto, você é uma pessoa melhor, engajada, preocupada com o meio ambiente. É patético.

Mas, infelizmente, essa “lacração” seduz e pega


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