Quando o gato é preguiçoso, os ratos tomam conta do armazém

Por Rodrigo Constantino | Gazeta do Povo

O preço da liberdade é a eterna vigilância. Cochilou, o cachimbo cai. Quando o gato é preguiçoso, os ratos tomam conta do armazém. Os “representantes” do povo, quando deixados em paz, normalmente vão legislar em causa própria, muitas vezes na surdina, pois são seres humanos suscetíveis aos interesses e às paixões, como todos os demais.

Por isso liberais e conservadores entendem a importância do mecanismo de pesos e contrapesos, da divisão de poderes, da descentralização, da liberdade de imprensa etc. Defendem as instituições republicanas, por mais imperfeitas que sejam, sempre tentando melhora-las, mas sabendo que jamais serão perfeitas.

O combate à corrupção e aos abusos de poder deve ser constante, e não haverá jamais vitória definitiva. A narrativa messiânica ou jacobina é utópica e perigosa: não há bons atalhos, e por isso é preciso ser realista, não relaxar na luta, pressionar.


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