O mal está banalizado entre nós

(Foto: Reprodução)

Em meados do século passado, a filósofa Hannah Arendt cunhou a expressão “banalidade do mal” para ilustrar a maneira como determinadas ideias de ódio se disseminaram na sociedade alemã durante o regime nazista. Guardadas as devidas diferenças e proporções históricas, podemos afirmar que, daqui a alguns anos, algum pensador brasileiro também deverá escrever um livro tentando explicar a banalização do mal que tem ocorrido atualmente em nosso país, da mesma forma que fez Hannah Arendt sobre a sua terra natal.

É fato que o Estado brasileiro foi fundado sob a violência (“parteira da história”, segundo Marx): primeiramente, no genocídio de indígenas; posteriormente, com a vergonhosa escravização de negros de origem africana. No entanto, em pleno século XXI, tempo suficiente para que as atrocidades de nosso passado já tivessem sido superadas, vemos a barbárie se manifestar mais forte do que nunca.


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