Há dúvida se sequestro no Rio teve desfecho bem-sucedido

Há dúvida se o desfecho do sequestro de ontem no Rio de Janeiro pode ser considerado “bem-sucedido”, “exitoso”, “um final feliz” _expressões que foram usadas no noticiário à exaustão nas últimas 24 horas. O sequestrador morreu quando saiu do ônibus. Atiradores mandaram bala.

É necessário reconhecer como positivo que nenhum refém tenha morrido, mas considerar o que aconteceu ontem um exemplo de ação policial parece discutível. E reforça falsamente um discurso perigoso de segurança pública.

No entanto, o episódio mostra que inexiste dúvida de que o governador Wilson Witzel (PSC) teve comportamento inadequado ao sair aos pulos do helicóptero que pousou na Ponte Rio-Niterói após a execução de Willian Augusto da Silva, de 20 anos. Além de constrangedora, a comemoração de Witzel não legitima as ações truculentas que ele vem aplicando no Rio de Janeiro, especialmente nas comunidades mais pobres, vitimando inocentes.

Esse episódio tampouco justifica a política de segurança

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