Cabeças a prêmio – naufrágio do cinema

Somos náufragos, alguns com a cabeça a prêmio. E chama atenção, mais uma vez, a fragilidade do transatlântico no qual temos viajado.

Em março de 1990, ao tomar posse na Presidência da República, Fernando Collor anunciou a extinção da Embrafilme, empresa de economia mista da qual o cinema brasileiro dependia para financiar a produção de filmes desde o início da década de 1970. Seguiu-se um período de estagnação e a retomada progressiva da atividade graças a incentivos fiscais, à agência reguladora e ao tributo criados para a atividade cinematográfica a partir do final de 1991 – a Lei de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet; a Lei do Audiovisual, em 1993; a Agência Nacional de Cinema (Ancine), em 2001; a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica (Condecine), cobrada a partir de 2002; o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), em 2006, e a parcela de 5% do Fundo

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