O direito ao cinema

Tomo a liberdade de me apropriar de um texto de Antonio Candido – O Direito à Literatura, de 1988 –, incluído em Vários Escritos a partir da 4ª edição, publicada em 2004. Não satisfeito, explicito ainda que, além da fruição de filmes, o ato de realizá-los é um direito inalienável, incluído entre as modalidades da arte e da literatura que têm essa prerrogativa, conforme exposto em O Direito à Literatura.

A era digital tem sido considerada uma ameaça à sobrevivência do cinema – apocalípticos de sempre proclamam o fim do que parece não passar de um processo de mudança dos meios de produção audiovisuais simultâneo ao surgimento de múltiplas alternativas de telas nas quais se pode assistir a filmes. É verdade, porém, que cerceamentos governamentais podem pôr em risco a existência de toda produção cinematográfica nacional que dependa de isenções fiscais, receitas obrigatórias ou tributos.

Paladinos da liquidação dos

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