Domingo carioca com astronauta na  Lua

No dia em que dois descendentes anglo-saxões do macaco iam pisar na  Lua com o pesado emborrachado de suas botas brancas, o Rio amanheceu lindo. Deu praia e tudo. Sem culpa, era domingo. Oficialmente, ninguém fez as contas para saber qual dos assuntos do dia foi mais discutido nos botecos e feiras livres do subúrbio carioca da Leopoldina: a tal história da  Lua e da Apollo 11 ou quem ia ganhar mais um Fluminense e Vasco, no Maraca?

As notícias do jornal sobre a chegada na  Lua e o Fluminense x Vasco, eram de véspera, puro pão dormido. A tevê brasileira era tosca, primitiva, ágil como bêbado com labirintite. Afogada num vergonhoso atraso tecnológico e estético, não era páreo para qualquer televisão de verdade, como a inglesa BBC e as americanas NBC ou CBS. Sobrava para o rádio, sempre confiável para contar as coisas no momento em que viravam

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