As salgaterias do sertão

No início de junho, numa aula para turmas do oitavo e nono anos do ensino fundamental de uma escola pública de São Mamede, cidade do interior da Paraíba, o professor perguntou aos alunos que carreiras consideravam dignas de serem seguidas. As respostas foram as mais tradicionais: advogado, médico, engenheiro. O professor perguntou se aquelas eram as profissões de algum parente próximo ou amigo. A maioria disse: “Não.” Até que um aluno lembrou: “Mas aqui em São Mamede a profissão que dá mais dinheiro é a de salgadeiro, professor.”

Em São Mamede, salgadeiro, esse neologismo que não consta nos dicionários nem no Volp (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), passou a designar aquele que faz e assa salgados. E se transformou na profissão que vem garantindo emprego e renda na cidade de 7,7 mil habitantes do Seridó, região do sertão nordestino que reúne municípios da Paraíba e do vizinho Rio Grande

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