Ideia de Eduardo Bolsonaro em Washington parece piada, mas é sinal de nossa tragédia

A intenção do presidente Jair Bolsonaro de indicar o filho Eduardo para embaixador em Washington parece piada, mas é sinal da tragédia política que vivemos. No Brasil, a realidade supera mais uma vez a ficção.

O fato de Bolsonaro dizer publicamente que fez o convite já pega mal para a imagem internacional do Brasil. Se a coisa se concretizar, será uma medida inapropriada e que mostra baixa compreensão da política externa.

Bolsonaro disse que, se o filho de Mauricio Macri, presidente da Argentina, fosse embaixador em Brasília, ele receberia “tratamento diferente de um embaixador normal”. O presidente também afirmou que o Eduardo Bolsonaro fala inglês com fluência e tem proximidade com a família Trump.

São argumentos frágeis. A ideia é absurda. O Brasil é uma república há 130 anos. Acabou o império. Não é uma ditadura. Não é um emirado. Não estamos nos tempos dos Habsburgos.

O convite que Bolsonaro

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