Dor e Glória – lembranças luminosas de Almodóvar

A  estreia entre nós de Dor e Glória, 21º filme de Pedro Almodóvar, mestre do cinema em plena atividade, deveria ser saudada com fanfarras e fogos de artifício. Tendo se tornado cada vez mais raro encontrar o que valha a pena assistir no circuito, a cada semana, quando isso ocorre, rojões deveriam ser disparados, enquanto bandas de sopro e percussão sairiam pelas ruas da cidade com um arauto à frente anunciando a boa-nova – para alegria geral chegou às telas uma manifestação valiosa de inteligência e sensibilidade.

Em setembro, Almodóvar completará 70 anos – idade propícia para reelaborar reminiscências biográficas e experiências pessoais, além de se apropriar de lembranças alheias e dar asas à própria imaginação. Esse é o procedimento que constitui a substância de Dor e Glória, a par do domínio exemplar da narrativa acronológica em que tempo da infância e da vida adulta são alternados e combinados

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