Meu amigo Grandão andava muito triste com a doença sem cura do país

Meu texto sobre o jornalista Clóvis Rossi publicado hoje na página A15 da Folha: 

 

As andanças pelo mundo e as últimas horas de vida do grande repórter

 

Meu amigo Grandão morreu hoje de madrugada, aos 76 anos, exatamente como viveu: discretamente.

Era apenas cinco anos mais velho que eu, mas parecia muito mais. Era um cara tão sério e caxias no trabalho que já deve ter nascido adulto, cheio de responsabilidades.

No serviço, não gostava de brincadeiras, embora fosse um grande gozador, principalmente dele mesmo.

É muito difícil escrever sobre este amigo de mais de meio século e quase dois metros de altura, que ficou grande sem ficar bobo _ ao mesmo tempo, uma espécie de pai adotivo e irmão mais velho para mim.

Esse é certamente o texto mais difícil e dolorido que já escrevi na vida. “Larga de frescura”, diria o Grandão, e me mandaria entregar

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