A guerra perdida de Toffoli

“É o momento de o Judiciário se retrair”, anunciava o ministro Dias Toffoli em novembro de 2018, dois meses depois de assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal. A leitura estava correta. O país se preparava para a mais extrema mudança política desde a redemocratização, e a temperatura do debate exigia do Supremo sensatez. Um ponto de moderação diante de quem queria testar os limites da nossa democracia lavada a jato.

O plano parecia em curso. O ex-chefe do Estado Maior, Fernando Azevedo e Silva, se tornava o novo braço direito de Dias Toffoli — um gesto de evidente composição com Jair Bolsonaro, que se tornaria presidente no mês seguinte. Para quem esperava uma rápida atuação em favor de Lula, a presidência de Dias Toffoli mais uma vez sinalizava o interesse de esfriar o ambiente político ao projetar o julgamento das Ações Declaratórias de Constitucionalidade sobre a prisão em segunda instância

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