De olho no retrovisor, capitão trombou com o país

Quem olha muito para trás acaba ganhando um torcicolo. Ao ordenar às Forças Armadas que fizessem as “comemorações devidas” do golpe militar de 1964, Jair Bolsonaro obteve algo ainda mais grave do que a torção no pescoço: antipatia popular. O Datafolha informa algo que até as criancinhas de 5 anos já sabiam: a maioria dos brasileiros (57%) acha que o 31 de março de 1964, dia do golpe que resultou numa ditadura de 21 anos, deveria ser desprezado, não celebrado.

“Não nasci para ser presidente, nasci para ser militar”, disse Bolsonaro nesta sexta-feira, discursando para servidores do Planalto. O Exército discordou da segunda parte da frase, pois expurgou o orador dos seus quadros quando ele ainda era um capitão encrenqueiro. E o brasileiro, tomado pelo resultado do Datafolha, parece preferir que Bolsonaro seja mais presidente da República do que capitão.

É como se o brasileiro, ao tomar conhecimento dos

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