A vingança da Lava Jato

Durante pelo menos duas décadas, o ex-presidente Michel Temer liderou um esquema de corrupção serial no porto de Santos, conforme a Polícia Federal. Também foi acusado de articular um esquema de propina que lhe renderia 15 milhões de reais ao ano, pagos pela J&F dos irmãos Batista, em troca de ajuda à empresa em órgãos de regulação econômica do governo federal. Mas foi por um fato episódico, longe da base político-eleitoral de Temer, que ele acabou atrás das grades na manhã desta quinta-feira, 21: supostas propinas decorrentes de contratos na Eletronuclear, estatal responsável pelas usinas nucleares de Angra dos Reis, no sul fluminense.

Com o fim do mandato do emedebista e do foro que o resguardava de punições judiciais, o inquérito dos portos, uma ampla investigação da Polícia Federal – só o relatório final soma 820 páginas – foi dividida em três partes. A principal delas, que trata de suposta

Continue lendo na Revista Piauí.