Capitão não erra nem vacila, só mente um pouco

Jair Bolsonaro desenvolveu um método revolucionário de combate ao que se convencionou chamar de fake news. Assim que o capitão se apropria de uma notícia nas redes sociais, os fatos se perdem —sobretudo quando ele e seus familiares são os protagonistas. O presidente é uma caricatura do político farsesco. E se autoatribuiu a missão de desnudar as farsas, como quem desvenda falsidades cometendo-as.

Neste domingo (10), Bolsonaro trombeteou no Twitter relato adulterado de uma conversa da repórter Constança Rezende, do Estadão. Anexou ao post um áudio que extraiu de site de coloração bolsonarista. Nele, ouve-se uma conversa em inglês sobre o Caso Coaf. O capitão extraiu do diálogo conclusões que não encontram amparo na transcrição das falas da repórter.

Escorando-se na deturpação, Bolsonaro escreveu: “…Querem derrubar o governo com chantagens, desinformações e vazamentos”. Nessa versão, a repórter teria afirmado no áudio que deseja “arruinar a vida de Flávio Bolsonaro

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