Quatro tons de amarelo

Menos de três meses depois de tomar as ruas da França e as manchetes do mundo inteiro, os coletes-amarelos, movimento popular, populista e antissistema que queria a cabeça do presidente francês Emmanuel Macron, penam para encontrar um rumo e manter a unidade. Diante da profusão de reivindicações e de lideranças informais, da ruptura entre moderados e radicais e da indecisão sobre fundar um ou mais partidos políticos – tornando-se assim parte do sistema que criticam – os manifestantes enfrentam a erosão de seu capital político no país.

O problema enfrentado pelo movimento é que, quanto mais os protestos de rua persistem – e com eles os casos de violência e confronto com policiais –, menos apoio os franceses lhes dão. Pesquisas de opinião indicaram o aumento de popularidade de Macron, e o seu partido reassumiu a liderança nas intenções de voto para as eleições europeias de maio. Além disso, um

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