Fraternidade e inconformismo

“Morreu um pedaço de mim.” (Derenir Aquino Rocha, 68 anos de idade, desempregada, ribeirinha do rio Paraopeba tomado pela lama)

A dor e comoção suscitadas por impactante tragédia irmanam as pessoas. Abrem chance, às vezes, para que se desfaçam idiossincrasias e desavenças pessoais que pareciam incontornáveis. Contribuem para reduzir, ou até eliminar, tensões de origem banal acumuladas na convivência rotineira. E, também, desencadeiam ondas impetuosas de solidariedade, heróicas ações e contagiantes gestos de generosidade.

Brumadinho repetiu Mariana no sofrimento inenarrável e na afetividade trazida aos borbotões. Desde o instante fatídico em que as comportas se abriram para o dilúvio de lama, não pararam de jorrar demonstrações de fraternidade brotadas do mais genuíno sentimento popular. O espírito de cidadania marcou também altiva e edificante posição na agenda dos debates em curso sobre as desnorteantes causas e as imprevisíveis consequências da catastrófica ocorrência.

As eletrizantes imagens dos bombeiros, coadjuvados por outros agentes públicos,


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