Editorial do Estadão: Teatro

Estranho seria se Nicolás Maduro ouvisse a chamada comunidade internacional e não assumisse o segundo mandato de seis anos (2019-2025) como presidente da Venezuela, como o fez na quinta-feira passada. Chamados à razão, apelos e condenações por órgãos internacionais não costumam sensibilizar ditadores.

O governo brasileiro, que na semana passada subscreveu a declaração em que o Grupo de Lima, do qual o País faz parte, não reconhece o novo mandato de Nicolás Maduro, emitiu nota, por meio do Ministério das Relações Exteriores, dizendo que “o Brasil confirma seu compromisso de continuar trabalhando para a restauração da democracia e do Estado de Direito na Venezuela”.

O teatro da posse ocorreu perante o Poder Judiciário, controlado pelo chavismo, e não o Poder Legislativo. Foi a primeira vez na história do país que isso aconteceu.

A Assembleia Nacional (AN), órgão máximo do Poder Legislativo venezuelano até 2015, é composta majoritariamente por parlamentares da


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