Doria aplica ao caso Kassab a lógica do absurdo

O novíssimo governador de São Paulo, João Doria, iniciou sua gestão com uma originalidade. Doria escolheu Gilberto Kassab para a função de secretário-chefe da Casa Civil. Em dezembro, antes da posse, Kassab foi atropelado por um inquérito em que é investigado sob a suspeita de receber R$ 58 milhões em verbas sujas do grupo J&F. Empossado, Doria nomeou Kassab. Três dias depois da posse, o Diário Oficial do Estado publicou o pedido de licença de Kassab.

Ao nomear o investigado, Doria lavou as mãos. Até aí, nada de novo. Muitos políticos procedem da mesma forma lamentável. Ao autorizar a licença de alguém que nem tinha começado a trabalhar, Doria como que sumiu com o sabonete. Aí está a originalidade. Antes, ministros e secretários tornavam-se problemáticos no exercício dos cargos. Kassab é uma encrenca que chegou pronta. Doria imagina que a licença torna a nomeação limpinha.

O eleitor não gosta daquilo

Continue lendo no Blog do Josias.