Ao manter Marun em sinecura, o capitão piscou

Ao final da primeira reunião ministerial presidia por Jair Bolsonaro, o chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni colocou sob suspeição todos as despesas, nomeações e exonerações feitas nos últimos 30 dias do governo de Michel Temer. Pelo “alto volume, causou estranheza”, disse o ministro. Por ordem de Bolsonaro, os derradeiros atos da gestão de Temer passarão por um pente-fino.

Quem ouve Onyx falando fica com a impressão de que passou a vigorar no governo da República uma política de tolerância zero com as esquisitices e as suspeições. Não é bem assim. Há sobre a mesa um ato de Temer que dispensa averiguações. Foi noticiado em todos os meios de comunicação. Trata-se da nomeação do ex-ministro Carlos Marun para o posto de conselheiro da hidrelétrica de Itaipu.

A marquise de Itaipu é cobiçadíssima. Ali, trabalha-se pouquíssimo. Uma reunião a cada dois meses. E ganha-se muitíssimo: Coisa de R$ 27 mil

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