Jornalismo cordial

“Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos & molhados.” A frase de Millôr Fernandes tem sido repetida nas últimas semanas até por gente que ganha a vida publicando notícias, numa reação compreensível a gestos e declarações recentes do presidente eleito Jair Bolsonaro – capaz de fazer ameaças de retaliação ao jornalismo crítico, de cercear o acesso a entrevistas coletivas de quem lhe desagrada, e de insuflar ódio aos jornalistas entre seus seguidores mais radicais. Utilizada no tempo da ditadura, a tirada talvez fizesse algum sentido. Hoje, é um equívoco.

Imprensa não é oposição. Tampouco é situação, governismo. Jornalismo é – deveria ser – fiscalização do poder, busca da verdade. Não é seu papel servir a partidos, governos de turno ou forças políticas quaisquer, estejam elas no Planalto ou fora dele. Qualquer veículo ou jornalista que, nos próximos anos, se alinhe em sua atividade profissional ao PT, por

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