“Treze aqui não, porra”

Um comboio de cerca de 150 veículos parava a rua principal da cidade de Pacajus, na região metropolitana de Fortaleza, em uma carreata de apoio ao petista Fernando Haddad, no sábado, véspera da eleição. Dentro de um Fiesta prata 2004, a sindicalista Regina Lessa, de 46 anos, e o filho Charlione Lessa, de 23, iam vestidos para a ocasião: camiseta vermelha com o nome do candidato e o símbolo do PT. Charlione conduzia o carro, e a mãe, ex-presidente do Sindicato dos Sapateiros do Ceará e uma das organizadoras do ato, balançava uma bandeira do partido na janela. Em meio ao buzinaço, um susto: um grupo contrário à candidatura do PT cercou o carro e ameaçou quebrar o vidro traseiro, onde havia um adesivo de Haddad. Regina respondeu que “o voto é democrático”, e seguiram em frente. Foi a primeira ameaça da tarde, e de longe a menos traumática.

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