O coitadismo de héteros, brancos e homens

Em minha primeira coluna para a piauí, falei sobre indígenas, gays, quilombolas, pessoas trans, negros e feministas. Esse povo que representa “tudo o que não presta”, de acordo com as memoráveis palavras do senador eleito Luis Carlos Heinze (PP). Naquele texto, que escrevi ainda pensando morar em um país que apreciava sua civilidade, abordei como os chamados “grupos identitários” formavam o naco mais expressivo da estrutura social brasileira. Refleti sobre as porradas que andavam levando à direita e à esquerda e sobre a vesguice de entendê-los como meros penduricalhos de uma disputa política maior.

Esta é a última coluna deste período repleto de declarações nefastas e notificações no celular. Pois bem: bichas, lésbicas, pretos, indígenas, mulheres – e nordestinos – estão de volta. Na verdade, estiveram no debate o tempo todo. Foram elas e eles que protagonizaram as eleições. De maneira muito clara, parte do pleito se estruturou em prol

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