Os militares de volta ao time principal

Com a eleição de Bolsonaro, as Forças Armadas assumirão a partir de janeiro próximo maior protagonismo na gestão do Estado brasileiro do que tiveram nos últimos mais de trinta anos. Em princípio, a volta de militares a posições destacadas de poder não representa ameaça à democracia, a menos que elas se deixem arrastar pelos impulsos autoritários do presidente eleito. Essa possibilidade parece remota, a julgar pela obediência constitucional das Forças Armadas desde o fim do regime autoritário e pelas reiteradas declarações de seus principais oficiais hoje na ativa. Em que pesem as conjecturas do general Hamilton Mourão, vice-presidente eleito, o mais provável é que os militares sejam antes uma força de contenção a quaisquer tentações de afastamento da ordem constitucional.

Se o novo protagonismo das Forças Armadas não é em princípio uma ameaça à democracia, por outro lado não deixará de provocar impactos sobre os modelos de concepção, gestão

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