Ditadura e cerco militar: de salto alto, Bolsonaro abre o jogo antes da hora e gera reações no STF e na mídia

por Rodrigo Vianna

Desde que a Lava-Jato adotou medidas ilegais para desconstruir o PT (conduções coercitivas fora da lei, grampos no gabinete da presidenta da República, escutas clandestinas em escritórios de advogados), estava claro que ingressávamos numa fase de Democracia tutelada, ou semi-Democracia – em que as regras valem para uns e não para outros.

Os juristas mais sérios e os liberais mais atentos somaram-se à denúncia – feita pela esquerda e os movimentos sociais – de que era preciso reagir aos abusos. A maioria, no entanto, deu de ombros.

Agora, ingressamos numa fase muito mais perigosa: nossa sociedade vive, já, sob tutela militar. Há um cerco militar contra as instituições. Cerco que pode receber a chancela do voto no dia 28. Quando o ministro Toffoli nomeia um assessor militar para o STF, esse cerco fica explícito. Quando a ministra Rosa Weber dá uma coletiva no TSE tutelada pelo general

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