Exclusivo: para quem está com saudades da ditadura, Balaio trás Camões de volta

“Desta terra nada vai sobrar, a não ser o vento que sopra sobre ela” (Título do novo livro de Ignácio de Loyola Brandão).

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Nestes tempos loucos de andar de marcha ré no túnel do tempo, embalados pela nostalgia da ditadura, da censura, das torturas e dos assassinatos, já nem sei mais o que escrever.

Comentei essa dificuldade com meu único irmão, o sagaz fotógrafo Ronaldo Kotscho, mais conhecido como Alemão, que está passando uns dias aqui em casa, relembrando este passado trágico, que a gente não imaginava mais reviver.

Foi aí que ele me deu a ideia de recorrer mais uma vez a Luís de Camões, como o Estadão fez por dez anos, entre as décadas de 60 e 70 do século passado, após o AI-5 instalar a censura prévia no jornal.

Impedido de publicar o que a gente escrevia, o Estadão resolveu preencher os espaços vazios com versos

Continue lendo no Balaio do Kotscho.