Medo por medo, dá Bolsonaro

No segundo turno, quando não há sonho a ser vendido, se não há esperança, prevalece o antivoto: o eleitor favorita um inimigo e vota no outro. A campanha, nessas ocasiões, resume-se a demonizar o adversário mais do que o adversário demoniza você. O melhor jeito de fazer isso é disseminar o medo entre os carentes, e o ódio entre os potentes. Quem pode odeia; quem não pode teme. Medo por medo, ódio por ódio, Bolsonaro ganha.

Desde 2015, o ódio ao vermelho veste amarelo – salvo nas cortes, onde adota-se o preto. O amarelo-ódio é dominante em manifestações públicas, como foi no dia do primeiro turno. É vistoso e chamativo, mas não decide a eleição. Como quem não pode é muito mais numeroso do que quem pode, sempre que não há esperança, o medo – não o ódio – é decisivo para ganhar a Presidência. Foi em 1998 para o

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