O que quer o PT?

Já dizia Machado de Assis que, para ir à Glória – bairro próximo ao centro da cidade, no Rio –, é preciso pagar o bonde. Uma boa parte do Partido dos Trabalhadores, contudo, tem insistido na estratégia de tentar chegar lá economizando o bilhete.

O custo, que eles ainda evitam, é mais ou menos evidente para quase todo mundo, inclusive para gente dentro da campanha de Fernando Haddad. Se quiserem costurar apoios e conquistar os eleitores que não se identificam automaticamente nem com a campanha petista do primeiro turno, nem com a de Jair Bolsonaro, precisam abrir mão de boa parte do plano de governo entregue pela legenda, meses atrás, ao Tribunal Superior Eleitoral.

É provável que nem mesmo o PT do final dos anos 80 e início da década de 90 se reconhecesse ali. Trata-se de um documento não apenas radical, mas ressentido. O centro das atenções,

Continue lendo na Revista Piauí.