Extremo centro x extrema direita

O meu primeiro texto aqui na piauí, em julho, caracterizava as eleições de 2018 como aquelas em que a disputa central seria entre civilização e barbárie. Reafirmo o meu argumento. O lado da barbárie está muito bem representado pelo youtuber Jair Messias Bolsonaro, como sempre esteve. O lado da civilização, que poderia ter sido ocupado por qualquer um dos demais pretendentes, de Ciro a Henrique Meirelles, calhou agora de estar nas mãos do candidato petista, Fernando Haddad. A barbárie representada por Bolsonaro tem lastro internacional.

A crise de representatividade, aliada às crises econômicas, chacoalharam o Ocidente. A extrema-direita soube aproveitar esse caldo e trazer como resposta ao moribundo Estado-nação uma vitalidade única de nacionalismo – forma o governo de países como os Estados Unidos, Turquia, Itália, Hungria, Polônia. Cresce significativamente em países como França, Holanda, Alemanha e Suécia. Nada mais natural, portanto, que o Zeitgeist global encontre terreno fértil por

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