Será que o Brasil está pirando? Reta final da eleição virou um grande hospício

“Por que o encantamento com a boçalidade? Por que milhões ficam surdos à razão e se insurgem contra os próprios interesses? (…) No Brasil destes dias a combustão de neuroses particulares em paranoia coletiva parece iminente” (Mario Sergio Conti, hoje na Folha, na coluna “Porre, porrete e psicologia de massas”).

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Entre o primeiro e o segundo turnos da eleição de 1989, a primeira depois da ditadura, ao voltar de mais uma viagem pelo Brasil acompanhando o candidato Lula, peguei um táxi em Congonhas e perguntei ao motorista em quem ele iria votar.

_ Olha, no primeiro turno, votei no Lula, mas agora vou mudar.

_ Como assim?

_ É que eu votei nesse barbudo, e a minha vida não melhorou nada até agora.

_ E você vai votar como?

_ Vou votar no outro, é claro, o Collor, quem sabe ele melhore as coisas…

Pensei muito neste inacreditável diálogo nos

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