Antipetismo e democracia

Poucos discordariam que vivemos tempos de polarização. Esse termo tem sido usado e abusado para descrever o momento político e social pelo qual passa o Brasil. E, nesse sentido, chega a ser tentador simplificar o quadro eleitoral a partir de uma “polarização entre extremos” representada pelas candidaturas do PT e do PSL. Essa comparação incorre num equívoco fundamental ao equiparar os dois grupos. Inúmeras críticas podem ser direcionadas aos governos do PT, à direita e à esquerda, mas em seus catorze anos de governo não se pode afirmar que a democracia esteve ameaçada. Já a candidatura Bolsonaro-Mourão vem demonstrando em diversas situações sua disposição em suspender a democracia.

Enfatizar essa equiparação, falando em “dois lados da mesma moeda”, pavimenta o caminho para a adesão a um projeto explicitamente autoritário, abrindo as portas ao fascismo como estratégia de afirmação do antipetismo.

Isso não significa dizer que nada aconteceu de errado em

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