Diversificar redações é apostar no jornalismo de qualidade

Texto originalmente publicado pelo objETHOS.

Assim como em outros espectros da sociedade, o espaço ocupado por mulheres e homens no jornalismo ainda é desigual. Não apenas em questões salariais, mas nas condições de trabalho e nas possibilidades de exercê-lo livre e plenamente. É o caso da recente cobertura dos jogos na Copa do Mundo deste ano, na Rússia, onde repórteres esportivas se veem constrangidas e assediadas ao vivo, durante suas transmissões. Foi o que aconteceu com uma enviada do Deutsche Welle e uma jornalista da Rede Globo, agarradas e beijadas à força por homens. Ou com uma repórter russa, que teve seu trabalho interrompido por um grupo de 14 torcedores brasileiros cantando palavras depreciativas, em vídeo que viralizou nas redes.

Ser repórter na Copa é uma árdua missão, como atesta El País, com exemplos repetitivos de assédio. No jornalismo esportivo, não se trata de novidade: ainda em março deste ano,


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