Professora Emico Okuno lança nesta quinta em SP livro sobre radiação para o público em geral

por Conceição Lemes

Como repórter especializada em saúde e medicina, eu tive o privilégio de conhecer alguns especialistas brilhantes em suas respectivas áreas e gente finíssima.

Seguramente Emico Okuno, professora sênior do Instituto de Física da USP, faz parte desse pequeno grupo fora de série.

Eu a entrevistei pela primeira vez  logo após a tragédia do césio 137, em Goiânia.

Em 13 de setembro de 1987, dois catadores de recicláveis acharam numa clínica abandonada um equipamento usado para fazer radioterapia em pacientes com câncer.

Eles desmontaram uma parte do aparelho e venderam a peça de mais de 300 quilos  para um ferro-velho.

Aí,  dois funcionários, na base de marretadas, completaram o desmantelamento, chegando à cápsula lacrada que havia no cabeçote do aparelho.

Eles a romperam. Dentro havia um pó, que era esbranquiçado à luz do dia, mas cintilante à noite ou no escuro.

O pó que, de início, encantou pelo brilho era um material altamente  radioativo: o césio 137.

Sem saber do perigo, as

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