Nós e o que fazemos conosco 62,5 mil vezes

Valentina de Botas

Às vezes, fechamos os olhos para não ver, esquecendo que assim tudo pode ficar ainda mais nítido. A política, território civilizacional para a sociedade encaminhar suas demandas, está sendo abolida: ou a coisa acaba na polícia, que destruiu o centro moderado e insinuantemente liberal, ou a coisa acaba nos extremos. Tanto a polícia como os extremos desprezam o diálogo, o encontro de antagonismos, a conciliação do possível; nuances definitivas e reflexão se perdem. Tudo bem se a polícia e os extremos não quisessem governar, mas eles querem, já o fazem e, em outubro, receio eu, passarão a fazê-lo formal e conjuntamente. Com a ameaça de piorar tudo representada no locaute do patronato caminhoneiro, torci para que líderes ─ inexistentes, reafirmou-se, pois todos que poderiam ser chamados assim se acovardaram e, em vez de agirem como líderes formando uma opinião, acompanharam a opinião formada ─ suspendessem clivagens políticas,


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