Formação jurídica precisa incorporar a crítica das mídias

Basta acompanhar qualquer grupo de advogados no WhatsApp para constatar o alto nível de analfabetismo funcional na leitura crítica que muitos supõem realizar sobre os meios de comunicação. De profissionais experientes em todas as áreas do Direito – incluindo juízes, promotores e delegados, além de estudantes, professores e pesquisadores acadêmicos – muitos se igualam naquela ignorância arrogante que nasce da absoluta incompreensão acerca das dinâmicas contemporâneas de produção e veiculação de notícias no contexto das novas mídias.

Por consequência, se tornam reféns de sua própria desinformação ao fundamentar as suas convicções sobre o mundo a partir de “fatos incontestáveis” de veículos sensacionalistas, “opiniões isentas” em linhas editoriais carregadas de interesses políticos e econômicos, além de – o que é ainda mais desastroso – conteúdos deliberadamente fraudulentos de sites e blogs obscuros que, sem qualquer pudor ou compromisso, reproduzem ou simplesmente inventam fake news cuidadosamente produzidas para confundir e viralizar.


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