O que podemos aprender com a greve dos caminhoneiros

O desmonte trabalhista pautado e aprovado no governo Temer tem um objetivo claro que é reduzir o poder da regulação pública do trabalho. Em outras palavras o que a reforma trabalhista fez foi retirar do jogo o Estado e os sindicatos e deixar o trabalhador abandonado à própria sorte na definição de suas condições de trabalho.

Os defensores do desmonte parecem imaginar que um funcionário de banco, por exemplo, é capaz de sentar a mesa de negociação com o Itaú ou com o Bradesco em igualdade de força e condições.

A reforma trabalhista ataca todas as etapas da relação de trabalho, do início ao fim. Começa pelas formas de contratação, legalizando práticas absurdas como o autônomo exclusivo e contínuo, a terceirização na atividade fim das empresas e o “bico” que agora foi legalizado sob o nome de trabalho intermitente.

Depois fragiliza as regras de jornada de trabalho, de remuneração e

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