Um trago de palavras sobre a bebida

Deonísio da Silva

Elizeth Cardoso e Elza Soares tornaram célebres os versos compostos por João do Violão: “Eu bebo, sim, estou vivendo,/tem gente que não bebe,/ está morrendo”.

Mas surge terrível erro de lógica nos próximos versos: “Tem gente que já tá com o pé na cova/ Não bebeu e isso prova/ Que e bebida não faz mal”. É insensata a relação entre morrer e se abster de bebida.

Todos morrem, os que bebem e os que não bebem. O excesso de bebida ─ alcoólica, naturalmente ─ resulta numa doença terrível, a cirrose, palavra vinda do francês cirrhose, vocábulo criado em 1805 pelo médico francês René Laënnec (1781-1826), a partir dos compostos gregos kirro, amarelo, e o sufixo ose, provavelmente radicado também no grego nose, doença. O doutor, comparando um fígado sadio com o de um alcoólatra, registrou a cor amarela das granulações no do bebum.

O famoso humorista gaúcho


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