Memórias de um pioneiro da abobrinha

Da gravata dos jornalões à bermuda dos comunicadores bem-humorados, o rádio se reinventa mais uma vez – para se manter vivo na disputa pela atenção do público

Como os demais meios assolados pela disruptividade da internet e pela pandemia da pós-verdade nas redes sociais, o rádio dá seus pulos para tentar se manter relevante na disputa pela atenção do público. Além de enfrentar o smartphone, o tablet, o notebook, a TV e, logo, a geladeira, o aspirador de pó e todas as coisas da internet das coisas, ainda precisa resolver se vai digitalizar seu sinal – e em que formato – enquanto muitas emissoras ainda estão migrando do AM cheio de ruídos para o FM de melhor qualidade, mas alcance limitado.1

Para conseguir lugar na cabeça do público, placas tectônicas da programação radiofônica estão se movimentando. Rádios musicais estão reaprendendo a falar e buscam conteúdo com debates, fofocas de internet,


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