Jornalismo, do senso crítico à ilusão da proximidade

Começo a escrever minutos depois de saber da morte de Alberto Dines. Soube da notícia na rua, caminhando, ao passar por um conjunto de lojas populares. Um alto-falante direcionado para os pedestres reproduzia a rádio Jovem Pan, na qual o jornalista Claudio Tognolli citava uma contribuição fundamental de Dines ao jornalismo: seu trabalho como ombudsman, talvez o primeiro no mundo a exercer essa tarefa na imprensa, na Folha de S.Paulo da década de 1970.

Passei parte do caminho de volta para casa refletindo sobre aquele comentário. Do quanto a crítica de mídia contribuiu para que a imprensa fosse mais exigente consigo mesma e, como resultado, menos falha e mais eficaz enquanto serviço público. Essa cobrança constante ajudou a melhorar a qualidade do jornalismo, incluídos princípios profissionais e éticos. Hoje, porém, com equipes continuamente reduzidas em todos os meios, restam ao menos duas perguntas:

1. Como seguir as orientações de um(a)


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