O menino maluquinho do Ceará virou um cinquentão muito doido

Publicado em 27 de abril de 2009

Na campanha de 2002, o candidato Ciro Gomes desfiava promessas no horário eleitoral no rádio quando um ouvinte lhe perguntou se pretendia ser presidente da Suiça. “Lá é parlamentarista”, subiu o tom o orador. “É só um aviso aí pra esses petistas furibundos. Tem que fazer as perguntas com um pouco mais de cuidado pra largar de ser burro”. Pegou mal, não demorou a entender o próprio Ciro, que levou alguns dias para balbuciar o inconvincente pedido de desculpas e recitar a frase tão verdadeira quanto uma cédula de 3 reais: “Nunca agredi ninguém em minha extensa vida pública”.

Como?, espantaram-se os mandacarus do sertão e as areias do litoral do Ceará. Ciro rima com grosseria desde a primeira subida ao palanque. Em 1994, por exemplo, quando ainda se enfeitava com plumas de tucano, foi à luta contra o partido que apoiaria no século seguinte: “Os políticos do PT são uns mijões nas calças”, resumiu numa entrevista. Em 2002, portanto, tinha


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