A construção do bode expiatório e o simulacro como efeito de verdade

No conhecido texto “Para uma nova teoria do sujeito”, o filósofo francês Alain Badiou escreveu: “Claro, a humanidade é uma espécie animal. Ela é moral e cruel. […] Ali está o Homem, se fazemos questão de pensá-lo: naquilo que faz com que ele se obstine a continuar sendo o que é.” E o que ele é está nos eventos irredutíveis, “foras-da-lei” das situações previsíveis.

Em situações que fogem ao controle do que seria esperado ao sujeito, que a verdade aparece. O sujeito, assim, se constitui nos acontecimentos. Vejamos alguns: Ex-prefeito de São Paulo, João Doria, condenado a devolver área pública no interior do Estado, diz que o edifício Wilton Paes de Almeida “foi invadido e parte desta invasão [é] financiada e ocupada por uma facção criminosa”, sem dar explicações sobre a denúncia. Vereador Marcello Siciliano (PHS) do Rio de Janeiro é apontado como um dos possíveis mandantes do assassinato da


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