Ditadores de estimação

Valentina de Botas

Segundo partidários de Jair Bolsonaro, a CIA, a Agência de Inteligência Americana, entediada num cotidiano modorrento, decidiu roubar o nosso nióbio. Para isso, solapa a boa imagem da nossa ditadura militar, sórdida como qualquer outra, da qual o deputado se faz memória afetiva. Ou não tem boa imagem a ditadura que, para evitar que o Brasil se tornasse uma ditadura, tornou-o uma ditadura repulsiva como qualquer outra? Mas era uma ditadura de direita, justificam os meios pelos fins os adeptos da seita da direita-verdadeira que separa o mundo em direita-esquerda-marcha-soldado-cabeça-de-papel-quem-não-marchar-direito é petista, micheleiro, tucano e tem bandido de estimação.

Nestes tempos desmantelados, já é “bandido” toda pessoa citada em delações, investigada ou ré, desnecessário o julgamento da Justiça. Também as execuções e as torturas cometidas pelo regime militar, à margem da lei, antecediam decisões da Justiça; bastavam as dos carrascos. No Brasil de hoje, ansioso pelo futuro


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