Quando a pauta é a narrativa

O brutal assassinato da vereadora carioca Marielle Franco descortinou uma disputa narrativa que diz muito sobre as relações entre jornalismo e poder no Brasil contemporâneo. Da explicitação da difusão de fake news por políticos e magistrados à tendência de direcionar as abordagens em torno do trágico acontecimento para o seu aspecto mais emocional em detrimento da dimensão política, a morte de Marielle abriu novas séries discursivas.

Os paralelos com as jornadas de junho de 2013 sinalizam a retomada de pautas que estavam sufocadas seja pela própria desarticulação da esquerda, seja pela “jogada de mestre” propagada pelo Presidente Temer ao impor a intervenção militar no Rio de Janeiro, num discurso inflado pela grande mídia de redução do combate à violência às forças da repressão.

Análise de Fernando Rodrigues no portal Poder 360 vê no assassinato da jovem liderança pontos em comum com 2013: “Ali começou o mau humor dos brasileiros contra


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